Archive for agosto \20\UTC 2010

Artigo

20/08/2010

A era dos transtornos alimentares

(ou O Ministério da Saúde Mental adverte: levar sua imagem muito a sério pode ser prejudicial à sua paz de espírito)

Celebridade que é celebridade tem que sofrer, ou ter sofrido, de algum tipo de transtorno alimentar. Anorexia, bulimia, drunkorexia, são tantos nomes que é até fácil se perder nesse novo léxico da era da magreza mórbida.

No outro extremo, e não menos preocupante, o mundo está cada vez mais obeso e sofrendo as conseqüências dos excessos característicos do american way of life, que, convenhamos, se tornou o way of life de 80% do mundo. Existe Mc Donald’s kosher, que vende cerveja, que não oferece produtos derivados das vacas indianas sagradas, enfim, é hambúrguer e batata frita para todos os gostos, bolsos e tamanhos de jeans.

Uma breve historinha para boi dormir: meu amigo estava saindo com essa menina que, segundo relatos, passava uns 15 minutos no banheiro do restaurante sempre que ele a levava pra jantar. Minha amiga V. (vamos tentar preservar a identidade dela), que conhecia a moça há algum tempo, comentou “aham, é mesmo, ela é bulímica”. A coisa chegou ao cúmulo do absurdo da flexão lexical: virou um adjetivo: ela É bulímica. Ela não está com bulimia, como eu estou com gripe. É assim que a doença vira uma condição, um modo de vida.

É a evolução da psicose massificada que domina a nossa geração: somos tão obcecados pelo que vemos no espelho que escolhemos ser doentes. O amigo do parágrafo de cima fez o seguinte comentário, pós-relacionamento: “se for para ela vomitar tudo depois, vou parar de levar em restaurante bacana”. Por mais malvadinho que tenha sido, aqui, no conforto do meu anonimato, não consigo tirar a razão dele. Como não conseguiria tirar a razão do Brad Pitt se ele decidisse que não quer mais levar a Angelina pra jantar fora porque ela não come comidas sólidas.

E o paradoxo é tão tremendo que chega a me dar um nó na cabeça: o mundo te manda ser cada vez mais magra, mas está cada vez mais gordo. O que me leva a concluir uma coisa tão somente: perdemos nosso poder de questionamento.

Questionar é uma ferramenta altamente poderosa. Eu quero ter essa aparência ou querem por mim? Eu quero comer esse sanduíche ou fui convencido pela publicidade? Quero e preciso desse produto ou estou agindo impulsivamente? Parece que estamos perdendo gradativamente a habilidade de fazer perguntas extremamente simples para nós mesmos e, consequentemente, contribuindo loucamente para o emburrecimento geral da nação.

Quando você não pergunta, não debate e não explora as suas escolhas, e eu já falei isso antes aqui no blog, você simplesmente permite que alguém faça isso por você. E, acredite, existe alguém que QUER fazer isso por você. Sabe por quê? Porque uma compra desinformada é mais dinheiro no bolso de alguém que lucra com explorando a má relação custo-benefício. Porque um voto desinteressado é mais um degrau escalado para um candidato cujo grau de instrução é “lê e escreve”. Porque mais um quilo perdido facilita a vida do indivíduo que confecciona as roupas que você compra.

Alguém sempre está lucrando, de alguma forma, com a nossa falta de iniciativa e de vontade. Por isso saímos correndo para a academia, para o supermercado, para alguma mega loja e para alguma meta inatingível que não sabemos nem mesmo se realmente a desejamos. Viramos sombras de nós mesmos porque sempre estamos correndo atrás de um algo a mais. Ou de um algo a menos.

Eu NÃO acho que pesar 30 quilos, quando se tem 1,70m, é bonito. E também NÃO acho que pesar 280 é bacana. Mas mais do que isso: eu NÃO acho legal deixarmos que outras pessoas nos convençam do que devermos ser, vestir ou pensar. Vamos fazer um experimento científico? Todos os dias, ao se olhar no espelho e apertar o muffin que vaza na calça jeans, pare e pense: “eu quero mesmo emagrecer mais dois quilos ou eu só preciso trocar de fornecedor de calças?”.

Esse Laboratório adverte: engolir mensagens sem questioná-las pode ser prejudicial à saúde.

Beijos e bom fim de semana!

Mais esmaltes

18/08/2010

Achei uma fotinho com as novas cores da linha de esmaltes que o Reinaldo Lourenço desenvolveu com a Risque! Gostei muito de todas as elas, mas da azul e da cinza em especial. As duas são foscas, o que significa que eu vou precisar de alguma adaptação.

Aliás, mudei de idéia assim voando. A coral (Twiggi) também está muito bonita.

Ainda não aprendi a conviver com esmalte fosco. Ganhei esses dias da Taya um “matificante” de esmaltes da Big Universo. To fazendo baby steps para decidir finalmente se eu acho ou não bonito, sabe?! Acho que vou ter essa epifania a qualquer momento. Daí eu compartilho.

Beijos

P.S.: Essa bolsinha linda aí no fundo é só para quem recebeu o press kit, não dá pra gente comprar na loja 😦

A melhor matéria!!

13/08/2010

Momento recordar é viver: criei esse blog porque cansei de ver mulheres achando que para serem bonitas, tinham que estar na capa da Nova, exatamente com aquela cara botocada e dura. Porque é uma mentira deslavada!!!

No entanto, o grande problema dessa idéia toda é que nós mesmas alimentamos esse círculo vicioso. Ao consumir, aplicar e distribuir a enganação da beleza perfeita, estamos apenas reforçando ainda mais a sobrevida dessa mania provinciana.

Daí eu encontro essa matéria no Terra. É claro que todo mundo se refestela vendo foto das chiques e famosas sem maquiagem e sem photoshop, mas essa eu achei particularmente fantástica por duas coisas: além de evidenciar o poder do make, nos mostra que nem elas são… elas!!

Clica aqui!!

Choquei mesmo foi com a Jessica Biel, que eu sempre achei o topo da cadeia alimentar feminina. Quase cai da cadeira na hora que eu vi a foto “verdadeira”. A Goldie Hawn dá até uma dozinha, porque é difícil entender o que leva uma pessoa a fazer uma coisa dessas consigo mesma, quer dizer, tem tanta injeção ali que a cara dela deve ser uma peneira… Depois a gente pode até organizar um debate e eleger a melhor transformação!

Me digam o que vocês acharam!

Beijos

Tarde de autógrafos

13/08/2010

A Flávia me contou que a Isabella Fiorentino estará amanhã na Bienal do Livro, autografando o “Na moda com Isabella Fiorentino”. Já me falaram muito bem desse livro e eu gosto muito do estilo dela. Pelo que me disseram, é uma das pouquíssimas famosas consideradas referência em moda que não tem personal stylist.

Vai Lá! Amanhã, 14/08, das 16h00 às 18h00, na Bienal do Livro.

Beijos

Um breve comentário sobre a febre dos esmaltes milionários

06/08/2010

Brevíssimo. Não vou fazer auê em cima disso porque a premissa desse blog é a experimentação absoluta e totalmente democrática. Eu não uso esmalte Chanel, Essie, M.A.C. ou qualquer outro cujo vidrinho me custe mais do que R$ 5.

É por que eu não gosto das marcas? Não, eu amo a maior parte dos produtos deles. É por que eu não gosto das cores? Não, acho que elas são super bacanas. É por que eu tenho problema? Talvez. Basicamente é porque eu acredito que preço não é sempre um reflexo da qualidade do produto.

 Esmalte entrou na moda e até o ser mais básico da paróquia pintou a unha de verde na última estação. Com isso, surgem os produtos da moda. Daí começou uma febre de esmaltes Chanel, e tinha que ser o legítimo, se não não vale… E, pessoalmente, eu acho injustificado pagar R$ 70 em um esmalte porque o de R$ 2,19 faz o mesmíssimo serviço.

Isso não quer dizer que você não deva comprar. Cada um faz o que acha melhor com o dinheiro que ganha, mas euzinha, Leti do Laboratório, não vejo diferença entre Essie e Risque, ou entre Chanel e Colorama. Não nesse quesito, pelo menos.

E eu to super feliz porque esmalte entrou na moda! Já tava saturada das minhas misturas exóticas que sempre viravam algum tom de cinza. Adoro chegar no escritório e ver uma profusão de cores divertidas e diferentes nas mãozinhas das moças! Hoje eu vou passar um esmalte chamado Carbono. Comprei faz tempo e ainda não usei!

Beijos!!

A verdade sobre as unhas

06/08/2010

Manicure duas vezes por semana. Esse é o meu sonho de consumo. Porque não existe truque, dica, mandinga ou produtinho que faça com que o meu esmalte fique intacto por sete dias inteiros. E, como vovó já dizia, as mãos dizem muito sobre você. As minhas, aliás, denunciam loucamente dois aspectos intensos da minha personalidade: a vaidade e a ansiedade.

Aliás, vou começar esse post pedindo uma colaboração básica. Se você conhece algum segredinho ou possui uma informação secreta que ajude a segurar a unha feita por mais tempo, vamos ficar amigas?

Uma dermatologista muito fofa me contou que as unhas, a pele e o cabelo são um espelho do interior do nosso corpo. Ou seja, unhas fracas, manchadas, quebradiças, descamantes, são sinal de que tem alguma coisa faltando no seu organismo. Normalmente, isso é facilmente resolvido com alguns ajustes na alimentação (lembra do NuVal? Ajuda!!). Suplementação de cálcio e Vitamina E também podem ajudar, mas isso tem que ser indicado pelo seu médico. Não adianta comprar um potinho de Redoxon na farmácia e achar que todos os problemas da sua saúde serão automaticamente resolvidos.

Mas com os anos a gente vai aprendendo algumas coisas que funcionam muito bem para resolver esses pequenos problemas. Dá uma olhada:

▪ Dê um descanso de dois dias por semana para as suas unhas. Isso significa tirar o esmalte, passar um hidratante e deixá-las livres, leves e soltas. O excesso de esmalte é um dos principais fatores detonantes de unhas.

▪ Acetona nunca mais. “Mas, Leti, com acetona sai bem mais rápido, é mais fácil, mais prático, lálálá”… Aham, eu sei de tudo isso. Mas a acetona destrói a unha meeeesmo. E não é que dá uma detonadinha, to falando destruição total mesmo. Escolha sempre um removedor sem acetona.

▪ Coloque limites para a sua manicure. Porque elas adoram sair fazendo o que dá na ventana e arrancam a sua cutícula desde a raiz, sem dó (né, Leide???). Mas isso é uma daquelas coisas que quanto mais a gente faz, pior fica o problema. Então, o jeito é só dar aquela empurrada e tirar o excesso de pele com o alicate.

▪ Evite os arroubos Queen Latifa e tente manter as unhas de um tamanho razoável. Sabe quando a sua mãe falava que quanto mais comprido ficasse o seu cabelo, mais fraco os fios estariam? Meio que era verdade, né?! E o mesmo acontece com as unhas, além de que unha muito comprida é casinha de sujeira. Ninguém merece.

Unhas muito compridas... Melhor não, né?!

▪ Unha postiça, de silicone, de porcelana, de marfim ou de qualquer material alienígena qualquer são sinônimos de unhas fracas. Além de serem meio esquisitas.

▪ Fortaleça, mas com bom senso. Eu adoro os produtos fortalecedores de unha. O problema é que muitos deles têm formol, o que acaba com a queratina das suas unhas. O meu favorito, que, infelizmente, não se encontra no Brasil, é o Nail Hardner Extra Strong, da Herôme. Mas o da Avon e o Derma Nail Base, além do bom e velho Casca de Cavalo, são ótimos e cumprem a promessa.

▪ Apetite por destruição: pare de comer as suas unhas. Além de não ser um alimento assim tão nutritivo, você vai acabar com a sua patinha. 

E não esquece de me escrever se você tiver alguma dica bacana!!!

Beijos!