Archive for the ‘Comportamento’ Category

O dia em que a MAC me decepcionou

08/10/2010

Confesso que, mais uma vez, estou atrasada no debate. Mas acho que nunca é tarde para reforçar o coro, especialmente quando se trata de uma questão tão delicada quando pertinente.

Obviamente, eu sou uma fã absoluta e declarada de maquiagem. Mais do que isso, adoro observar como essa é uma ferramenta belíssima de expressão e de compreensão estética. Fico ridiculamente feliz quando vejo uma coleção nova, algo que me inspire a criar comigo mesma.

Fiquei muito animada quando li que a MAC lançaria uma coleção em parceria com a Rodarte, uma marca que conheço pouco, mas tinha me causado uma boa impressão. Não vi mais muita coisa sobre o assunto, até que li o artigo que a De Chanel na Laje escreveu. A coleção é mesmo muito bonita. Se não fosse por um detalhe impossível de ser ignorado: ela foi “inspirada” na situação das mulheres de Ciudad Juárez, uma cidade industrial altamente empobrecida e famosa pelo inacreditável número de mulheres que foram, e continuam sendo, estupradas e assassinadas, sem nenhuma resposta relevante da polícia local.

Não bastasse essa completa falta de senso e, convenhamos, de sensibilidade, a campanha é estrelada por uma modelo esquálida, maquiada para parecer um cadáver. Triste. Quando o mundo se esforça para tentar derrubar o conceito ridículo e datado de que beleza é sinônimo de transtorno alimentar, duas das principais marcas em atividade engatam com fé na contramão.

Campanha da MAC em parceria com a Rodarte: desnecessário

Quando a blogosfera crítica se engajou na luta contra a coleção, a MAC justificou-se dizendo que se tratava de uma ação para trazer atenção à situação de Juárez. Causa nobre? Discordo. Pessoalmente, acredito ser uma maneira muito esquisita de tentar jogar luz sobre um tema tão delicado. Não vejo como um esmalte chamado “Auschwitz” ou um batom “Darfur” teriam grande efeito no combate às raízes de um genocídio.

Mas o que realmente me deixa intrigada é ver que, mesmo com uma imensa estrutura de pessoal, as grandes marcas ainda estão longe de estabelecer limites para o seu “processo criativo”. Será que eles realmente não têm um RP com bolas pra falar “gente, má idéia”??

Os produtos

Ainda que a intenção realmente fosse botar holofotes em Juárez, para combater uma situação sobre a qual nem mesmo a ONU ou a Anistia Internacional têm controle, o que claramente não aconteceu, acredito que a MAC e a Rodarte poderiam ter encontrados meios mais sensíveis para fazê-lo.

O resumo da ópera é que a coleção foi cancelada. Acho que essa foi a única demonstração de bom senso nessa conversa toda. É tudo uma questão de perspectiva.

Para quem se interessar, o site da Anistia Internacional tem muitas informações sobre Juárez.

Beijos!

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O sonho acabou…

02/07/2010

Meu plano era fazer um post sobre as mulheres que embelezam o futebol, mas vou ter que curtir uma ressaca durante um tempo para me recuperar de uma enorme quantidade de esperança jogada fora.

Acho que o futebol sofre com o mesmo preconceito que a beauté. Dizem que é coisa de gente fútil e desocupada. Eu, apaixonada pelos dois, só posso deixar meu respeito à laranja mecânica e meu apoio à Seleção. Ver o Júlio César e o Robinho chorarem foi de partir o coração…

Tô de luto, pessoal… Agora é pensar em 2014, né?!

Beijos tristes

Mais um sobre o sol…

28/06/2010

Fui a um casamento ontem que estava realmente muito lindo. Adoro ver eventos com bom planejamento, especialmente porque é sempre um fator de inspiração. O problema foi que durante a cerimônia, montada no mesmo local da recepção, eu não consegui prestar atenção no vestido da noiva, nos makes e cabelos nem no que o rabino estava falando porque a única coisa que prendia a minha atenção era uma mulher de uns 50 anos, aparentando 317, que tomou tanto sol nessa vida que mais parece uma tartaruga.

Ela era mais ou menos assim, só que de roupa

Não consigo me conformar que em pleno ano 2010, na era da informação, as pessoas insistem em achar que os estragos causados pelo sol são mera bobagem ou não acontecem com você. Pior é quando as pessoas têm ensino superior e acesso à informação e ao tratamento.

Vejam só: TODOS os dermatologistas, médicos, esteticistas, maquiadores e demais profissionais que lidam com a pele diariamente NÃO estão errados. Exposição ao sol desprotegida em excesso causa envelhecimento da pele, manchas, queimaduras, ressecamento, acne, rugas e CÂNCER. Não é uma questão meramente estética, melanoma é uma palavra que ninguém quer ouvir nessa vida.

Nem a Lindsay Lohan escapou de ficar com o rosto detonado por causa do sol... E ela tem 20 e pouquíssimos anos...

Se você pudesse ver o estrago que o sol causa à sua pele, muito provavelmente não passaria mais horas deitada feito um lagarto na praia, sem protetor e sem nada, se achando. Já mostrei aqui uma foto tirada pelo equipamento que os dermatologistas usam para avaliar o que você já fez pra você mesma, mas não custa repetir.

Depois que a pele estiver estragada e detonada, não tem peeling nem plástica que resolva. Não vai mais adiantar passar creme, ir na dermato, passar pelo laser nem fazer despacho, porque a destruição chega nas camadas mais profundas da pele. Depois que você ficar como a moça da foto aí embaixo, há pouco a se fazer para consertar…

Então, não custa que reforçar que a orientação dos dermatologistas é de nunca se expor ao sol sem filtro solar (fator 15, no mínimo), evitar a exposição prolongada entre 10h00 e 16h00, usar sempre óculos escuros e reaplicar o filtro sempre que entrar no mar ou praticar esportes. Além disso, sol não é só na praia e filtro solar tem que usado todos os dias, porque mesmo o solzinho de São Paulo e a luz do escritório já causam sérios prejuízos à pele.

Gente, eu sei que o tom desse post foi de intensa revolta, mas é que eu realmente não compreendo como ainda existem pessoas que acham que podem se jogar no sol sem sentir os estragos depois. Para mim, estão no mesmo patamar daqueles que negam o aquecimento global ou não tomam antibiótico porque chá de beterraba cura infecção.

Minha dermato, querida Dra. Gabriela, me ensinou uma máxima: “o único jeito de o sol não ser seu inimigo é transformando o protetor solar em seu melhor amigo”.

Beijos!

LAB no clima da Copa: um comentário sobre meninos

22/06/2010

Confesso que existe um quê de maria chuteira correndo no meu sangue. Na verdade, acho que toda mulher sofre uma quedinha por um jogador de futebol. Eles meio que são o símbolo de masculinidade, força e pegada. Pra mim, um jogador de futebol é tipo um Chuck Norris do mundo real.

E um dia eu me apaixonei loucamente. Amor à primeira vista mesmo, desses de filme. Ele não era somente lindo e dono de um corpo perfeito. Ele é talentoso, goleador, tem ginga… Eu, pessoalmente, acho que não tem como olhar para isso e não suspirar. Tenta:

Cristiano Ronaldo! E o amor durou, viu? Um tempão… Nossos filhos iam ser lindos… Até o dia que eu vi essa foto:

O ponto desse meu desabafo é que nenhum homem fica bem de sobrancelha feita. NENHUM, nem Cristiano Ronaldo, que é o topo da cadeia alimentar masculina. Apesar de achar essencial aquela retirada básica da “monocelha”, meninos, fiquem por aí. Quando começa a cutucar demais, fica com essa cara de boneco Ken. Ou pior, com cara de quem passa mais tempo se arrumando do que eu.

Homem tem que ser vaidoso, sim. Mas tem que continuar com cara de homem, sabe? Mesmo ainda achando o Cristiano o maior gatinho, é hora de me apaixonar de novo. Têm alguns italianos que até me chamam a atenção (procurem um Luca Toni e um Gattuso), mas vou manter o espírito patriota: Julio César é o homem da vez!!

Beijos e pra frente Brasil!

P.S.: Para quem interessar possa (Cris…), esse é o Luca Toni:

TV também é aprendizado!

17/06/2010

Nunca acreditei que revistas de moda devem ser referência para aprendizado. Acho que elas podem, no máximo, trazer inspiração para incorporar coisas novas àquilo que você já estabeleceu como parte do seu estilo, além de servir como um panorama do que há de novo no mercado.

Tenho falado muito sobre a profunda diferença entre estilo e tendência. EU, pessoalmente, acho tremendamente ingênuo achar que estar bem vestida (o) é sinônimo de usar as peças do momento. Já contei várias vezes o “causo” de uma conhecida que saiu usando um cinto fluo com uma calça boyfriend e achou que estava abafando, quando estava, na verdade, parecendo um (enorme) saco de batata amarrado com uma fitinha da CET. Mas o cinto fluo e a calça boyfriend eram os tais must-have daquela estação, e isso bastava para ela.

Não deixe a capa de uma Runway da vida te enganar. Se vestir bem e ter estilo é sinônimo de autoconhecimento e bom senso. E isso se aprende com um pouco de paciência e observação. Essa é a grande mensagem do homem da minha vida: Tim Gunn. No seu programa de TV, o Tim Gunn’s Guide to Style, ele e uma companheira visitam uma moça cansada do próprio guarda-roupa e, com alguma ajuda tecnológica, a ajudam a encontrar as melhores peças para o seu corpo e dão uma mãozinha para que a eleita encontre o próprio estilo.

Eu acho esse programa absolutamente sensacional e já aprendi muito com ele. O Tim se arma de dois itens essenciais para ser um bom professor: carisma e zero de pedantismo. Ele não se pretende um guru de estilo (mesmo essa sendo a tradução do título para o português) e, com toda a paciência do mundo, ele demonstra como você pode utilizar as roupas a seu favor. O programa é transmitido aqui no Brasil pela Discovery Home & Health (canal 55 da NET), todas as quartas-feiras, às 22h00.

Gosto muito do Esquadrão da Moda também, mas confesso que não aprendo muito com o programa. Aprecio, porque acho muito válido tudo que te ensina a fugir da tendência e encontrar sua definição de estilo pessoal. Temos a versão brasileira que me disseram que é muito bacana (ainda não assisti). Acho que o mais bacana desse programa é que ele prova, por A+B, que elegância NÃO depende de peso, altura, tipo de cabelo ou número do sutiã.

Clinton Kelly e Stacy London, do Esquadrão da Moda

Acho que isso é fundamental, porque muitas pessoas desanimam e deixam de se cuidar e dar mais atenção ao visual porque se enchem de desculpas, tipo “já que eu to acima do peso mesmo, nem adianta me arrumar”. Bobagem, total e absoluta. Você pode dar altas risadas com o Clinton e a Stacy todas as quartas-feiras, no Discovery Home & Health, às 23h00, ou ver a lindona Isabella Fiorentino na versão brasileira, aos sábados, às 21h15, no SBT.

Esquadrão da Moda versão verde e amarelo

Além dos programas especializados em moda, seriados também funcionam como grande fonte de inspiração. Eu adoro observar como as minhas personagens favoritas se vestem, especialmente aquelas que eu acho que a personalidade, de alguma forma, se parece com a minha. Meu favorito, nesse sentido e em muitos outros, é Gilmore Girls.

Além de ridiculamente divertido, inteligente e despretencioso, ele é uma aula de como estar bem vestida e elegante sem necessariamente estar na moda. Todas as roupas têm cara de usáveis e compráveis, o que eu acho essencial. Lógico que Sex an the City e Gossip Girl são visualmente bacanas, mas o desfile de Birkins e Louboutins é coisa de TV.

Lorelai e Rory, as tais Gilmore Girls, são vestidas para ser gente como a gente. Elas andam na rua, pegam ônibus, dirigem, trabalham e fazem tudo isso de salto alto (um que não custou o equivalente a 8 salários). Infelizmente, o seriado acabou, mas ainda dá para vê-las na Boomerang (canal 57 da NET), de segunda a sexta-feira, às 19h00. Além disso, as temporadas estão baratinhas e vale muito a pena ter em casa! 

Garotas Gilmore em ação

O clássico e básico Friends também já me inspirou muitas vezes. Amo loucamente as roupas da Phoebe e aprendi com a Monica que camisa fica, sim, muito bacana com colares. O cabelo da Rachel, inclusive, já motivou muitas visitas ao meu cabeleireiro.

Rachel Green em vários momentos

Gente, vocês conhecem mais programas específicos sobre moda?? Me contem os seus favoritos!

Beijos

Um comentário sobre esse tal dia dos namorados

12/06/2010

Confesso que eu também tenho os meus problemas com certas datas… Mas esse é um dia que costuma causar uma mistura louca de sentimentos, né?! Esse, definitivamente, não é um blog sobre comportamento, mas é, sem dúvida, um ambiente feminino. Então, dou o palco para a minha irmãzinha:

EU ODEIO O DIA DOS NAMORADOS

Eu odeio o dia dos namorados. Por este mesmo motivo coloquei no Google essa mesma frase. Adivinha só? Muitas outras pessoas também odeiam este maldito dia. Cada uma por um motivo diferente, mas sempre um bom motivo.

O meu é muito simples: assim como 90% da população feminina da cidade eu estou totalmente encalhada (acreditem em mim, as coisas ficam mais fáceis depois que a gente começa a aceitar a triste verdade). Em partes eu quero estar sozinha mesmo, se o bofe não for exatamente o que eu estou procurando então prefiro me manter solteira. O que eu quero? A mesma coisa que todo mundo: Legal, simpático, que goste de animais, romântico, um bom senso de humor (e com um bom senso de humor eu quero dizer um senso de humor igual ao meu. De nada adianta um palhaço se assim como eu você é um pouco seca e sarcástica), inteligente e obviamente bonito.

O problema: Esse bofe não existe. E se existisse estaria namorando a Jessica Biel ou alguma outra do tipo. Ou seria gay, que é o que mais anda acontecendo por aí.

Ok! Ai vem a hora em que eu aceito os fatos e percebo que talvez eu seja um pouco exigente de mais. A essa altura da vida eu já entendi que quando se trata de homem, Q.I. e beleza são duas coisas que simplesmente não são compatíveis. Tipo coca-cola e mentos, sabe? O ego explode!

Por mais que pejorativo, eu acho que encalhada seja exatamente o termo ideal. Porque é igualzinho aos barcos. As vezes a maré até sobe, e você acha que vai velejar um pouco… Mas acaba descobrindo que esse mar é péssimo para navegar, cheio de tormentas e acaba de volta na costa. Sozinha.

Já aconteceu muitas vezes comigo de encontrar um cara que aparentemente era o mais legal do mundo. A gente se diverte por dias (até meses), ele me fala exatamente tudo aquilo que eu quero escutar e de repente faz algo extremamente estúpido que me decepciona e me obriga a deixá-lo. As vezes também eu conheço um bofe e logo de cara acho que ele é exatamente aquilo que eu estou procurando, mas ai em poucos minutos e com uma frase completamente desnecessária ele me faz mudar de idéia instantaneamente. Completamente intrigada e sem saber dizer a vocês ou a mim mesma o motivo deles fazerem essas coisas, resolvi perguntar ao meu amigo Gabriel porque os homens são tão mongolóides. Como expert no assunto ele não precisou pensar nem por dois minutos antes de me dar a simples resposta: nós somos burros, insensíveis, não temos bom senso… Coisas de homem, sabe? Não, não sei! Se eu sou capaz de sentir, não entendo porque eles não são.

Há algum tempo atrás eu estava assistindo Scrubs e aprendi uma teoria que mudou minha vida, a teoria da ilha. Daquele momento em diante eu me tornei uma ilha. As pessoas podem visitar a ilha, mas ninguém pode ficar nela. E eu realmente não abro exceções, nada de bote inflável ou barracas para ninguém. A verdade é que funcionou. Minha amiga Helena me perguntou outro dia se eu não me sentia sozinha nunca. É claro que eu me sinto sozinha, mas prefiro isso a sentir que eu não valho a pena, e infelizmente é assim que eles conseguem fazer eu me sentir.

Um cara que eu conheci recentemente, Antoine (codinome ridículo eu sei, mas ele que escolheu) disse que eu preciso aprender a não me apegar, a curtir o momento. Admiro muito aquelas que conseguem fazer isso, mas infelizmente não é o meu caso. Eu gosto de me envolver, eu gosto de mensagens de boa noite e de visitas inesperadas. Se é para ir para uma balada ou bar eu prefiro continuar a conversa efusiva que estou tendo com as minhas amigas do que ter que escutar um mongolóide (que normalmente está chacoalhando o copo de whisky com energético dele) me passando cantadas idiotas e fazendo cara de impressionado com tudo que eu falo, por mais que eu tenha dito “maça, banana, pêra” no meio da conversa para ver se ele realmente estava escutando (e normalmente ele não está).

Não vou jurar por Deus que todos os homens são uns babacas. Já conheci alguns que valiam a pena e que por motivos diversos infelizmente o relacionamento não deu certo. Mas a verdade é que infelizmente a maioria deles são imbecis. Talvez nem seja culpa deles, e sim da sociedade e como as coisas acabaram ficando. Há alguns anos atrás eu li na Marie Claire um artigo que chamava “eu sinto falta das músicas lentas”. E acho que é por isso que o romance acabou, as músicas lentas foram embora, ninguém pergunta o nome da pessoa antes de tentar beijá-la e com isso eles pararam de abrir a porta do carro, ligar no dia seguinte ou se importar com qualquer coisa do tipo. Eu sinto falta das músicas lentas!

Por fim, além de não gostar de homens idiotas eu também não gosto de mulheres idiotas, aquelas que acham que o Aladim vai bater na janela, sabe? Primeiro porque tapetes não voam e segundo porque isso é conto de fadas e contos de fada não se tornam realidade. Como diria Meredith Gray as histórias que se tornam realidade são “as que começam em noites escuras e de tempestade e terminam no inenarrável. São os pesadelos que parecem se tornar realidade”.

Resumo da ópera: Homens são burros e nós estamos fadadas a um destino de solidão e televisão a cabo. Esse dia dos namorados eu gostaria de dar um abraço no indivíduo que inventou a televisão a cabo. É tão melhor do que ter que passar a humilhação de ir a vídeo locadora alugar uma comédia romântica.

Contradizendo tudo o que eu escrevi até agora, fica a dica para aquelas que estão se sentindo desesperadas nesse maldito dia: Tudo bem odiar o dia dos namorados, e eventualmente a gente percebe que a realidade é muito melhor do que viver feliz para sempre.

Beijos!

Belzinha

P.S. da Leti: Eu amo desabafos sinceros muito mais do que grandes e iluminadas análises cabeça sobre a humanidade. Seja mais honesto nesse dia dos namorados!

É amor.

09/06/2010

Me apaixonei. Adoro quando isso acontece. Adoro acordar numa, sei lá, quarta-feira, inspirada o suficiente por outras coisas e por outras pessoas. Aliás, tenho sentido muita falta disso no atual momento. Minha obsessão pelo estilo em detrimento da moda, inclusive, nasceu exatamente dessa minha insatisfação com a mesmice. A moda, essa da passarela, de fashion weeks, de wish lists, não me inspira mais. Mas o estilo, a arte do bem vestir e a maravilha da atemporalidade, isso sim, me encanta!

Estou tendo um caso de amor com a L’occitane. Confesso que achava que era marca de mãe, sabe? Até ganhar alguns presentes e ficar irremediavelmente viciada. Eu gosto de cosmético que funciona, gosto de ver resultados. Nada me frustra mais do que passar dias a fio aplicando e reaplicando um creme para ficar com as mesmas manchinhas depois de um mês de tratamento.

Tudo o que eu testei dessa marca por enquanto tem se mostrado super eficientes. São caros, mas se pagam. O cheiro é fantástico e a textura dos produtos obedece rigidamente à descrição do rótulo. Odeio comprar um creme que se diz loção, mas que queria ser fluído. As fragrâncias são duradouras e limpas, ou seja, não tendem a mudar durante o dia. E a melhor parte: nenhum dos produtos deles é testado em animais.

Não tenho nenhuma gota de hipocrisia no corpo para fingir que eu sou algum tipo de tree hugger muito menos pseudoambientalista, mas eu tenho um lance com animais que mexe comigo. E há alguns anos eu assumi o compromisso – comigo mesma – de não utilizar produtos que usam bichinhos como cobaias. Poupando o tempo de algumas pessoas: eu não sou cientista e não vou entrar em nenhum debate sobre essa posição. Hehehe!

O que me leva ao segundo amor recém-descoberto. Eu me apaixonei perdidamente por uma pessoa. Não sei como ela se chama, mas ela me inspira em vários sentidos. Me inspira a refletir sobre o meu comportamento e sobre os meus hábitos mais automáticos. Li ontem à noite um texto sobre o uso de peles no blog De Chanel na Laje e passei o resto da madrugada devorando o blog inteiro. Simplesmente sensacional, com ênfase nas duas palavras. 

Resumindo, porque hoje eu to meio aérea mesmo (pouco tempo de sono misturado com stress no trampo tendem a ser um combo bombástico na minha sinapse): Não deixe de visitar o De Chanel na Laje e leia os posts sobre peles (esse aqui) e sobre a Daslu (autora cujo nome eu desconheço: parecia que vc estava dentro da minha cabeça) – (esse aqui). E não deixe de passar na L’occitane para fazer um agradinho ao seu nariz.

Quando você estiver por lá, dê uma atenção especial ao Leite Corporal de Lavanda e ao Leite Corporal de Rosas (mais ou menos R$ 90,00 cada um). Teste o Creme de Mãos de Karité (R$ 37,00, o pequeno) e o Eau de Toilette de Mel e Limão (R$ 185,00). Mas minha dica definitiva é o perfume sólido de Flor de Cerejeira. O cheiro é um encanto e ela vai para todos os lados sem correr o risco de vazar, quebrar, estourar… E custa R$ 35,00.  

Aliás, vou adicionar mais um item à minha lista de promessas: um post sobre os perfumes sólidos. Vai chegar logo depois do da Dita!

Beijos in love…

Especial: LAB Entrevista

02/06/2010

Queridos! Justifico minha breve ausência porque era semana do meu aniversário, e eu comemoro bodas que nem carnaval!

Mas retornamos em grande estilo, com uma entrevista especial com Susana Barbosa, editora de moda da Elle, uma das publicações mais conceituadas da área. Agradeço muito à Susana pela oportunidade, e à Flávia Tartarella pela ajuda!

Enjoy!

Ter informação de moda é diferente de estar na moda. Para você, o que é ter estilo?

Pra mim estilo não tem nada a ver com tendência, portanto não acho nem tão importante ter informação de moda para ter estilo. Isto é, depende de que tipo de informação. Há pessoas que nem ligam pra moda e, no entanto, têm estilo. Acho que depende mais de ter cultura e visão. Também não acho que o estilo esteja necessariamente ligado ao bom gosto. Carmem Miranda era dona de um estilo ímpar, ainda que não possamos classificar seu estilo dentro dos códigos de bom gosto vigentes. Estilo tem a ver com auto conhecimento e vai além da moda. É importante se conhecer, saber o lugar que você ocupa na vida, o tipo de pessoa que é e o tipo de vida que tem. No fim das contas é tudo uma questão de personalidade. E é difícil construir um estilo próprio, por isso não encontramos pessoas estilosas com facilidade. Um bom exemplo de gente que tem estilo sem seguir à risca os mandamentos da moda são as francesas, sempre clássicas e discretas.

Todo mundo gosta de estar a par das tendências. Como podemos evitar o risco de virar “fashion victims”?

É preciso ter controle mesmo. Geralmente a fashion victim é quem não se conhece, quem usa o que está na moda sem mesmo ter consciência de que aquilo lhe veste bem. E geralmente a fashion victim é uma consumista destrambelhada. Compra tudo o que vê pela frente, sem o menor critério. Alguém badalado usou ou saiu numa revista, ela logo quer um igual. Acho deprimente! Geralmente essas pessoas investem tanto dinheiro e energia nisso e, no fim, nunca alcançam o objetivo, que é ter estilo próprio. Para evitar isso, olhe dentro de si, e não fora. Se possível invista alguns anos e dinheiro em sessões de psicanálise, ou terapia.

Em sua opinião, quais são as peças básicas que devem existir em todo o guarda-roupa?

Jeans escuros são atemporais, um casaco preto de uma lã de boa qualidade é para sempre também, um tricô de cashmere, um vestido de festa (eu gosto dos que parecem camisola antiga. Não são um básico, mas estão sempre na moda), uma bota de montaria, uma legging preta, uma bolsa boa (preta, que vai com tudo), regatas de malha de cores neutras para o verão. Acho que essas peças são fundamentais para qualquer pessoa.

Acessórios são parte essencial de um look bem composto. O que você sugere para o inverno?

Eu gosto desse mood meio rocker porque ele deixa qualquer look mais moderno e jovem. Você pode usar um casaco de lã mais careta que, se misturar com uma bolsa ou uma ankle de tachas ou spikes, já ficará mais atual.

Susana Barbosa é editora de moda da Elle Brasil

Artigo

10/05/2010

Porque eu amo a Michelle Obama

(ou o que é ser uma mulher pós-moderna)

A eleição de Barack Obama ao cargo político mais influente do mundo não foi uma quebra de paradigmas restrita a política americana e à luta pela igualdade racial. Enquanto ele se tornava o primeiro presidente negro, sua esposa, Michelle Obama se tornava a primeira-dama.  

Acho o termo “primeira-dama” uma coisa muito curiosa. A eleição do seu marido a um cargo político, independente de qual seja, não te qualifica a absolutamente nada, visto nosso exemplo tupiniquim. No entanto, Michelle Obama está longe de ser somente um acessório vistoso e mudo ao lado do seu esposo.

Advogada formada com honras e pós-graduada pelas melhores instituições de ensino dos Estados Unidos, ela é considerada uma profissional brilhante. Durante sua carreira, ela buscou levantar fundos para uma instituição sem fins lucrativos que visa auxiliar jovens desempregados a entrar, e se manter, no mercado de trabalho. Segundo a própria instituição, a campanha liderada por Michelle manterá o caixa funcionando no azul por mais 12 anos.  

O próprio Barack Obama, em diversas oportunidades, confirmou que ela foi sua mentora durante os anos em que trabalharam juntos e que nunca teve problemas com o fato de que ela ganhava mais do que ele (quase o dobro, dizem os especialistas). 

Antes de se tornar primeira-dama, Michelle conciliava dois empregos de alto escalão, duas filhas, uma casa e um marido. De salto alto. Elegância não é lá uma condição sine qua non para o mundinho da política. Salvo Carla Bruni e a rainha Rânia, a expressão criativa pelas roupas se resume à incrível inexpressão de uns terninhos mal cortados (alô, Hillary). Não para Michelle.

Alçada à condição de ícone pop, ela não esconde seu gosto pela moda e pela estética e não teme ser negativamente rotulada por suas escolhas inspiradas e criativas. Michelle já foi eleita uma das mulheres mais bem vestidas do mundo por quase todas as publicações especializadas e, obviamente, pelo voto popular. No entanto, a diferença entre ela e suas concorrentes é que Mrs. Obama faz tudo sozinha, sem ajuda de personal stylist e sem grandes estilistas por trás do seu closet. Ela tem lá a sua cota de Calvin Kleins e Narcisos Rodriguez, mas também usa Target, H&M e Zara sem medo de ser feliz.

E foi com essa mesma autenticidade que ela abandonou sua carreira para acompanhar o marido na empreitada com destino à Casa Branca. Em minha opinião, somente um dos fatores que a tornam ainda mais incrível: Eu amo a Michelle Obama porque ela é a verdadeira representação da mulher pós-moderna.

As mulheres de três ou quatro gerações anteriores à atual eram validadas por suas habilidades culinárias e capacidade de serem boas esposas. Já as adultas dos anos 80 validavam-se por sua disposição a agir e pensar como homens. Trata-se de uma geração forçada a acreditar que sucesso está necessariamente ligado ao desapego dos valores femininos, mulheres que foram coagidas a pensar, por exemplo, que maternidade e carreira são fatores excludentes e incompatíveis.

A mulher pós-moderna, como Michelle Obama, não precisa de um marido para sobreviver, mas vive com ele porque quer. Ela se cuida porque se gosta e não tem problemas em abrir mão de um salário cheio de dígitos para ajudar o homem da sua vida a alcançar um sonho. Sabe por quê? Porque ela tem plena consciência que vai conseguir outro salário milionário assim que tiver vontade.

Eu amo a Michelle Obama porque, pra mim, ela personifica tudo o que eu acredito que o termo “primeira-dama” carrega. Porque ela é competente, inteligente, bem sucedida e bem educada sem abrir mão da sua feminilidade. Porque ela se recusa a ser um acessório a um homem importante ao mesmo tempo em que apóia e respalda o homem que ama.

No ano passado, o Congresso americano aprovou a Lei da Remuneração Igual, que obriga as empresas a equipararem os salários pagos a homens e mulheres. Foi um passo histórico na nossa longa busca pelos direitos iguais. A lei foi aprovada depois de um brilhante discurso feito por Obama aos senadores. Barack Obama, você pensou? Não, Michelle Obama. O verdadeiro modelo de mulher pós-moderna.

É de macho!

29/04/2010

Homens, desculpem-se!

Se ao ler o título já ficaram de cabelo em pé, preparem-se, porque a mensagem é para vocês!

Quantas vezes que você costuma pedir desculpas a uma mulher? E não me venha com conversas fiadas do tipo: “Ahh mas eu não sou culpado!”, “Não é bem assim, porque ela também tem a sua parcela de culpa”…

Também não adianta dizer apenas que assumiu o erro… O item chave é o PEDIDO DE DESCULPAS!!!

Nós homens costumamos exercer a posição de durões e ríspidos, esquecendo que ao nosso lado encontramos senhoritas que não merecem receber esse gesto descortês, que é a postura inabalável do homem primata.

Ao tratar uma mulher de forma rude, não se esqueça que ela aguarda ansiosamente pelo seu pedido de perdão e apenas mimos posteriores não irão preencher esta lacuna deixada, portanto, fale o que ela quer e merece ouvir, que é o pedido de desculpas de forma clara e no tempo certo (rápido!).

Mas, se essas palavras não te convencerem de que deve tornar-se um gentleman e tratar a suavidade e beleza da mulher da forma que ela realmente merece, saiba que esse tema foi objeto de pesquisa de uma Escola Médica da Universidade de Massachusetts.

Nele, está exposto que ouvir um pedido de desculpas faz bem para a saúde feminina. E não o fazendo, a expectativa por um pedido de perdão aumenta a pressão arterial feminina que pode aumentar o risco de um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.

Resumindo, com breves palavras: Não discuta!!! Do it!

Hugs,

T. Lourenço